
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Falconiformes |
| Família: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Espécie: | H. coronatus |
A águia-cinzenta é uma ave falconiforme da família Accipitridae. Também conhecido como águia-coroada.
Atualmente essa espécie encontra-se bastante ameaçada, constando nos livros vermelhos de animais ameaçados de extinção de todos os estados que ela ocorre, inclusive encontra-se na lista de espécies ameaçadas de extinção elaborada pelo IBAMA. O avanço da agricultura, descaracterização de seu habitat e abate indiscriminado são as principais causas da situação atual dessa poderosa ave.
Trata-se de um falconiforme naturalmente raro, além de ser espécie de porte avantajado, que necessita de presas grandes e significativas áreas para constituir territórios de alimentação e reprodução. Por preferir habitats abertos ou semiflorestados, torna-se alvo fácil de caça, uma vez que é considerado prejudicial a criação de certos animais domésticos. Sobrevoa veredas e matas ciliares do cerrado. Pousa no alto de buritis, onde emite uma fina voz de alarme.
A águia-cinzenta é um dos maiores falconiformes encontrados no Brasil, atingindo de 75 a 85 cm e pesando até 3 kg. O adulto apresenta uma plumagem geral cinza-chumbo, tendo penacho em forma de coroa e cauda curta com uma única faixa cinza.
Sua alimentação é constituída de mamíferos (gambás, lebres e ratos silvestres), aves e répteis, mas também consome animais encontrados mortos (ovelhas, galinhas e outros).
No período reprodutivo coloca um único ovo branco com manchas cinzas ou amarelas.
Fora do período reprodutivo vive solitariamente. Costuma ficar à espreita em um galho no alto das árvores. Seu ninho é construído com galhos secos na borda de veredas.
Vive solitariamente ou em casais, habitando os Campos Naturais, o Cerrado e a Caatinga. Passa a maior parte do dia pousada em cercas, cupinzeiros, postes, etc.
Passa a maior parte do dia pousada em cercas, cupinzeiros, postes, etc. Geralmente emite vocalizações e reluta em abandonar seu poleiro quando perturbada (Brown & Amadon, 1989).
Ocorre no Brasil central e leste-meridional, de São Paulo, Minas Gerais até o Rio Grande do Sul.