
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Trochilinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | A. fimbriata |

O beija-flor-de-garganta-verde é uma ave apodiforme da família Trochilidae. A espécie de beija-flor médio mais encontrada nos ambientes abertos e bordas de matas. Visita as flores de arbustos, trepadeiras e árvores isoladas ou na borda da mata. É afastado pelos beija-flores maiores, mas é agressivo com outros da mesma espécie ou menores.
A cor dominante é um verde claro, com tons brilhantes sob luz adequada. Atrás do olho destaca-se um ponto branco, mesmo tom da barriga e do desenho afunilado terminando na garganta de aspecto escamado, delimitado pelo verde dominante do pescoço e peito. Asas escuras e cauda arredondada, cinza escura. Bico longo e reto, de tom avermelhado pouco notável e ponta escura. Macho e fêmea são idênticos. Possui um canto matinal, chilreado e repetitivo, emitido de poleiros tradicionais desde a madrugada. Para identificá-lo corretamente é necessário notar o tom verde fosco da garganta e a linha branca do peito, expandindo-se na barriga.
Apesar de pequenos são ágeis e inquietos, podendo bater as asas até 70 vezes por segundo. Tal velocidade os garante a habilidade de ficarem parados no ar em pleno vôo. Para manter tal velocidade, gasta muita energia, por isso alimentam-se cerca de 15 vezes por hora!
Na época de reprodução as fêmeas passam trabalho, pois sozinhas elas montam o ninho, chocam e cuidam dos filhotes. Por sorte das fêmeas colocam apenas 2 ovos por vez. Os filhotes tornam-se rapidamente independentes. Em média com 4 semanas o filhote está pronto para partir do ninho. Alguns filhotes recém chegados ao mundo costumam confundir qualquer coisa colorida com alimento (flores), assim aproximando-se de qualquer objeto chamativo.
Adapta-se a ambientes urbanos e é um dos maiores freqüentadores de garrafinhas de água com açúcar ou flores nas grandes cidades do centro do Brasil.
Graças a ossos curtos e flexíveis podem movimentar as asas em todas as direções e ter outra habilidade incomum: a de voar para trás.