
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Trochilinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | A. lactea |

O beija-flor-de-peito-azul é uma ave apodiforme da família Trochilidae, é um dos menores beija-flores. Embora, muito ativo e briguento. Quase tão comum como o beija-flor-tesoura, este beija-flor não chama tanto a atenção das pessoas, talvez por ser menor, e por ter cores mais discretas. Além disso, parece ser mais tímido que seu parente maior, saindo menos da proteção da folhagem. Segundo GRANTSAU, 1988, possui duas subespécies: A. lactea lactea (Lesson) e A. lactea bartletti (Gould)
Chama a atenção pela garganta violeta e a faixa branca que desce pelo peito até a barriga, o que o diferencia bem de seus aparentados. As costas e a nuca são verde brilhante, a cauda e parte das asas são azul escuro, a garganta e parte do peito são de um tom azul muito vivo. a barriga é branca e dela sobe uma linha que divide o peito, que é ocráceo. Não há diferença entre os sexos. Mede cerca de 9,5 centímetros.
Assim como outros beija-flores é um dos principais agentes polinizadores de várias plantas, inclusive de algumas bromélias ornamentais e plantas introduzidas. É territorial e visita bebedouros e flores em horários regulares. Explora até mesmo flores de plantas rasteiras, voando muito baixo para tal. Nos jardins e espaços cultivados procura as flores de camarãozinho-vermelho, eucalipto, grevílea, ingá, malvavisco, paineira e sálvia.
Constrói o ninho a pouca altura, sobre um galho horizontal mas este, como o de muitos outros beija-flores, é camuflado com liquens na parte externa e por isto é necessária muita atenção para observá-lo. Seu ninho abriga um ou dois ovos.
Gosta muito das áreas urbanas, frequentando assiduamente o malvavisco e outras plantas atrativas e também os bebedouros com água açucarada. Onde briga constantemente com o cambacica (Coereba flaveola) e com o beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura).
É relativamente frequente os beija-flores capturarem pequenos insetos presos em teias de aranhas. Neste processo, já foi observado um jovem Amazilia lactea imobilizado pelos fios de seda da teia da aranha Nephilengys cruentata; ele recuperou-se após ter sido retirado e alimentado com água açucarada.
A. lactea lactea: Sudeste do Brasil, da Bahia até o Paraná
A. lactea bartletti: Leste a Sudeste do Perú, Norte da Bolívia e Noroeste do Brasil.