| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Strigiformes |
| Família: | Strigidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | G. mooreorum |

O Caburé-de-pernambuco é uma ave Strigiforme da família Strigidae. A espécie foi descrita recentemente, em 2002, baseado em dois exemplares taxidermizados da UFPE, procedentes da Reserva Biológica de Saltinho (PE) de 1980. É possívelmente associada ao complexo de espécies de G. hardyi (da Amazônia) e G. minutissimum (principalmente do SE). Possui pequenas diferenças de coloração, morfometria e principalmente de vocalização.
A região onde esta espécie ocorre é uma área de endemismo (Centro Pernambuco) bastante distinta para aves e outros grupos de organismos sul-americanos. A avifauna endêmica dessa área possui espécies ou subespécies que têm os táxons mais próximos ou na Amazônia ou na Mata Atlântica ao sul do Rio São Francisco. Esses fatores ajudam a indicar que a área poderia ser, no passado, um “refúgio”, onde a mata manteve-se presente durante os períodos mais secos do Pleistoceno, criando “ilhas” onde a fauna e flora evoluiram em condições únicas.
A nova espécie está aparentemente à beira da extinção. Sua pequena área de ocorrência é caracterizada principalmente por pequenos fragmentos florestais. Um planejamento biorregional envolvendo a restauração de floresta em áreas críticas e o estabelecimento de corredores ecológicos para conectar os poucos fragmentos remanescentes é sugerido como melhor estratégia.
Muito similar a G. hardyi e especialmente G. minutissimum, com pintinhas no alto da cabeça e nuca. Mede em torno de 14 cm.
Muito pouco se sabe, provavelmente similar à outros Glaucidium, ou seja, insetos grandes, pequenos mamíferos, répteis e aves.
Nada se sabe até o momento, mas, como outros Glaucidium, deve nidificar em cavidades naturais em árvores, como em ninhos abandonados de pica-paus.
Hábitos pouco conhecidos. Habita florestas de baixada, florestas estas infelizmente muito devastadas e fragmentadas. Amostragens em florestas próximas em altitudes mais altas, de 400 a 600m, não registraram a espécie.
Até o momento encontrada apenas na região do município de Rio Formoso, PE. Em municípios próximos à Rebio de Saltinho algumas espécies de aves (Xiphorhynchus atlanticus, Chlorophanes spiza, Icterus pyrrhopterus) responderam de forma agonística ou assustada ao playback, porém não ouve registro da espécie.