
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| SubOrdem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Icteridae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | I. jamacaii |

O corrupião é um Passeriforme da família Icteridae. Também conhecido como concriz, joão-pinto e sofrê.
Mede cerca de 23 cm de comprimento. Não apresenta dimorfismo sexual.
Trata-se de uma das aves mais lindas e de voz mais melodiosa deste continente, representada no Brasil em duas formas geográficas, consideradas geralmente espécies diversas:
Onívoro. O corrupião se alimenta de frutos, sementes, insetos, aranhas e outros pequenos invertebrados. Aprecia a seiva das flores do Mandacaru e os frutos deste cactus. Come também as flores do ipê-amarelo. Alimenta-se à várias alturas, com preferência para a vegetação mais baixa. Como outros membros da sua fámilia, utiliza uma interessante técnica para conseguir comida, conhecida como “espaçar”, “gape” em ingles, que consiste na inserção do seu bico fino numa fruta, folhas enroladas ou madeira podre, por exemplo, abrindo as mandíbulas, fazendo assim uma cavidade para espiar e pegar o alimento escondido Corrupião alimentando-se.
Atinge a maturidade sexual de 18 a 24 meses. As vezes constrói seu próprio ninho, mas costuma ocupar ninho alheio para procriar (ex.: bem-te-vi, casaca-de-couro, joão-de-barro, joão-de-pau e xexéu), enxotando os donos e jogando seus filhotes ao chão, mas não é totalmente parasita, pois choca e cria sua própria prole. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 14 dias.
É comum em áreas da caatinga e zonas secas abertas, onde pousa em cactáceas, e também em bordas de florestas e clareiras, nos locais mais úmidos. Vive aos pares. Não costuma acompanhar bandos mistos de aves.
Encontrado exclusivamente no Brasil, do leste do Pará, Maranhão, Ceará e Pernambuco estendendo-se para o oeste até Goiás, e para o sul até Bahia e Minas Gerais e Espirito Santo, onde ocorre desde o litoral até o planalto. A espécie chegou ao leste do Pará apenas recentemente, a partir do Maranhão, beneficiada pelo desmatamento.
Segundo mapa de ocorrência da Avibase e Lista de Aves do Estado de São Paulo do Centro de Estudos Ornitológicos(CEO) esta espécie não ocorre no Estado de São Paulo, sendo registrados naturalmente nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.