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Curica

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Classificação Científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
 Rafinesque, 1815
Espécie: A. amazonica
Nome Científico
Amazona amazonica
(Linnaeus, 1766)
Nome em Inglês
Orange-winged Parrot

Estado de ConservaçãoPouco Preocupante

Fotos | Sons

Curica

A curica é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Conhecida também como papagaio-do-mangue, aiuru-curuca, kuritzaká (nome indígena - Mato Grosso), curau (Mato Grosso), papagaio-grego, aiurucatinga, ajurucatinga, ajurucurau, ajurucuruca, curuca, encontros-verdes e papagaio-poaieiro.

É conhecido como papagaio-do-mangue na costa, por habitar essa formação. Provavelmente, esse foi a espécie de papagaio primeiro observada pelos portugueses ao chegarem na costa brasileira, sendo muito freqüente nas aldeias indígenas para uso de suas penas na arte plumária.

Não está classificada em nenhuma categoria de ameaça a nível global, embora seja a segunda mais perseguida pelo tráfico, do seu gênero.

Características

De porte um pouco menor ao do papagaio-verdadeiro. Como características mais marcantes para separar as duas espécies, possui o espelho e a marca da cauda de cor laranja, ao invés de vermelho. O bico é amarelado na base, com o restante cinza escuro. Menos cabeçudo em proporção ao corpo, o adulto possui o alto da cabeça, parte da cara e a garganta amarelas. Na frente dos olhos e na testa passa uma faixa azul claro. Possui um comprimento de 31 a 34 cm e não apresenta dimorfismo sexual.

Possui uma série de vocalizações. Elas são mais assobiadas e suaves, algumas parecidas com as da maitaca (razão do nome trombeteiro). O casal em vôo mantém contato através de gritos mais longos e elaborados do que aquele. No período reprodutivo, pousa em galhos altos e começa a improvisar uma série de gritos e assobios.


curica adulto

curica jovem

Alimentação

Alimenta-se de sementes, frutos e flores. É bastante atraído pelos frutos do Pombeiro (Combretum lanceolatum).


curica se alimentando

Reprodução

Se reproduz geralmente no segundo semestre do ano e faz ninhos em cavidades, aproveitando ocos de árvores, paredões rochosos e cupinzeiros. É uma espécie monogâmica (o casal permanece unido por toda vida). Põem 3 ovos que eclodem após 29 dias de incubação. Entretanto, em outros estudos já foi observado ninhos com 4 ovos. Vive de 50 a 60 anos. Geralmente, um filhote sai do ninho depois de 2 meses de nascido, chocado pela fêmea. Ao que parece se reproduz no final da temporada de seca.


Casal de curica

Ninho de curica

Hábitos

Comum em florestas de galeria, várzeas, alagados com árvores e manguezais. Costuma pernoitar e se reproduzir em ilhas cobertas de mata. Vive em bandos de até 8 indivíduos, reunindo-se às centenas para pernoitar, quando fazem bastante barulho. Na regiao sudeste onde existem diversas observções observa-se que bandos dormem em plantações de eucalípitos onde se camuflam entre as copas de forma a evitar predação de gaviões e falcões.


Bando de curica

Distribuição Geográfica

Distribui-se amplamente na América do Sul, principalmente no leste dos Andes, da Colômbia até o sudeste do Brasil. Ocorre também ao longo do leste e sul da Colômbia, leste do Equador, leste do Peru e Bolívia. É encontrado por toda a Venezuela, exceto em Zulia e Mérida, e é difundido nas Guianas, Suriname e em Trinidad e Tobago. No Brasil a espécie é encontrada na Bacia Amazônica, Amazonas, Mato Grosso (sendo ausente no sudoeste do pantanal), Pará, Goiás, Maranhão, Piauí, Bahia, Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro, noroeste e norte de São Paulo e norte do Paraná.


  Ocorrências registradas no WikiAves

Referências

  • Mahecha, José Vicente Rodríguez; Suárez, Franklin Rojas; Arzuza, Diana Esther; Hernández, Andrés Gonzáles. Loros, Pericos & Guacamayas Neotropicales. Panamericana Formas e Impresos S.A., Bogota D.C., 2005, Pág. 145.
  • Guedes, N. M. R. (1993). Biologia reprodutiva de arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) no Pantanal-MS, Brasil. Dissertação de Mestrado, Universidade de São Paulo, Piracicaba.
  • Guedes, N. M. R. & Seixas, G. H. F. (2002). Métodos para estudos de reprodução de Psitacídeos. In: M. Galetti & M. A. Pizzo. (eds). Ecologia e conservação de psitacídeos no Brasil (pp. 123-139). Belo Horizonte: Melopsittacus Publicações Científicas.
  • Sick, H. (1997). Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, p. 113-360.
  • Juniper, T. & Parr, M. (1998). Parrots: A guide to the parrots of the world. Londres: Pica Press. p. 545.
  • Moura, L. N. Comportamento do Papagaio-do-mangue Amazona amazonica: gregarismo, ciclos nictemerais e comunicação sonora. Dissertação. Universidade Fereral do Pará, Belém. 2007.
  • Sibley, C. G. & Monroe Jr, B. L. (1990). Distribution and taxonomy of birds of the world. Yale: Yale University Press, p. 132.

Galeria de Fotos

 
 
curica.txt · Última modificação: 2012/07/03 00:30 por cattanio