
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Strigiformes |
| Família: | Strigidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | B. virginianus |

Coruja grande e poderosa, com “orelhas” proeminentes. Maior rapinante noturno das Américas, também conhecido como João-curutu e Corujão.
Dimensões(Relativas):
Grande e imponente coruja, com orelhas proeminentes, grandes olhos amarelados e garras poderosas totalmente cobertas de penas.
Fêmeas maiores que machos. A cor em geral variando do cinza pálido ao marrom escuro. Partes inferiores barradas (claro e escuro). Garganta em branco puro bastante proeminente quando inflada (vocalizando).
Grande variedade de sub-espécies. No Brasil apenas a Bubo virginianus nacurutu.
Mamíferos menores até o tamanho de lebres, ratões e gambás (suas presas mais comuns). Também aves do porte de patos, gansos, garças e aves de rapina de médio porte (incluindo outras espécies de coruja), répteis, sapos, aranhas e grandes insetos
Caça geralmente em áreas abertas ou semi-abertas, bordas de matas ou clareiras, partindo geralmente de um poleiro, de onde mergulha para capturar as presas.
Algumas vezes detecta a presa durante o voo, mergulhando para capturá-la.
Mata a presa utilizando as poderosas garras e bicando a cabeça. A presa é então levada a um lugar seguro para ser devorada ou para o ninho. A comida excedente é frequentemente armazenada em “esconderijos” em seu território.
O ciclo reprodutivo começa no inverno, quando as noites são mais longas.
Após a marcação do território, o macho normalmente contacta a fêmea, frequentemente a mesma dos anos anteriores. Ambos podem ser ouvidos vocalizando em duetos durante a corte.
O macho oferece locais potenciais para o ninho para sua companheira, visitando cada local, vocalizando sons guturais combinados com cantos. Frequentemente o lugar escolhido para o ninho é o mesmo de outros anos. Costumam utilizar-se de ninhos abandonados de grandes aves como Gaviões, grandes “ocos” de árvores, uma depressão em um barranco ou penhasco, entradas de cavernas, entre rochas, etc.
A fêmea põe 2 ovos arredondados e brancos (às vezes até seis) com 50-60 mm x 43-50 mm. Ela os incuba sozinha por 28 a 35 dias, sendo alimentada pelo macho. Quando a comida é abundante, ela é armazenada no próprio ninho, que se torna “apodrecido”.
O ninhegos tem penugem esbranquiçada. Eles permanecem no ninho por aproximadamente 7 semanas, mas são incapazes de voar bem até a idade de 10-12 semanas (alguns caem do ninho). Os ninhegos são bastante ruidosos quando “pedem” alimento. Eles são alimentados pelos pais até o Verão ou até mesmo o começo do Outono, para então se dispersarem.
A maturidade sexual é atingida no ano seguinte.
Áreas semi-abertas com árvores, ravinas, cerrado. Áreas com escarpas rochosas com árvores e arbustos, mesmo em áreas antrópicas ou grandes parques.
Torna-se ativa após o crepúsculo, mas em algumas regiões a coruja está alerta já no final da tarde ou início da manhã.
Descansa no seu esconderijo durante o dia entre densa folhagem de árvores ou arbustos, em reentrâncias de penhascos, entre rochas ou em rachaduras de grandes troncos.
Permance com as “orelhas” eretas e olhos semi-fechados. No crepúsculo, frequentemente vocaliza alguns chamados de seu poleiro antes de voar para um poleiro em áreas mais abertas, frequentemente uma rocha ou um galho exposto, de onde vocaliza.
Normalmente vários poleiros são utilizados para demarcar um território, com a intenção de atrair a fêmea.
Durante a vocalização, o macho pende a cabeça para frente com o corpo alinhado horizontalmente, com a cauda e asas ligeiramente abaixadas. Nesta posição, a garganta é inflada como uma “bola branca” abaixo do bico. No crepúsculo, esta marcação branca torna-se bastante evidente, indicando a posição do macho. As fêmeas normalmente não performam este display quando vocalizam.
Ambos sexos podem ser bastante agressivos (mesmo com humanos), durante a época reprodutiva, especialmente após a eclosão dos ovos.