
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| SubOrdem: | Passeri |
| Parvordem: | Corvida |
| Família: | Vireonidae |
| Swainson, 1837 | |
| Espécie: | V. olivaceus |

A juruviara é uma ave passeriforme da família Vireonidae. Também denominado popularmente de gente-de-fora-vem, segundo a sonoridade de seu canto.
É detectada pelo canto, simples e repetitivo mas melodioso. Quase nunca deixa a folhagem das árvores, e não é muito freqüente vê-la, já que, por ser pequena, de colorido apagado e de comportamento discreto, não costuma chamar a atenção.
Percorre as copas das árvores em busca de seu alimento, que consiste em insetos pequenos (vespinhas, lagartas, formigas, besouros, cupins), aranhas e às vezes frutinhos ou pedaços de frutos grandes, como o da embaúba.
O ninho, apoiado na forquilha de um ramo de árvore, é uma tigelinha de parede delgada e funda, feito com capins e folhas secas por fora e capins finos no interior; externamente é revestido por musgos verdes, presos por fios de teias de aranha e de casulos de larvas de borboletas. Tal ninho mede 8 cm de altura e 8 cm no diâmetro externo. Os 3 ovos brancos com salpicos pretos, pouco numerosos, na metade do pólo do rombo, medem 20 x 15 mm. O macho raramente, ou nunca, toma parte na incubação e no cuidado com os filhotes, colaborando, contudo, na alimentação destes. Os períodos de incubação e de permanência dos filhotes no ninho são de 13, e 11 ou 12 dias, respectivamente.
A juruviara é migratória e vive no estrato médio das árvores.
Esta espécie apresenta duas subespécies geograficamente distintas, V. olivaceus e V. olivaceus chivi. A primeira é característica da América do Norte, migrando até a Amazônia e, a Segunda, da América do Sul, sendo portanto a raça geográfica que ocorre no sudeste do Brasil.