
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| SubOrdem: | Tyranni |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Superfamília: | Tyrannoidea |
| Vigors, 1825 | |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Fluvicolinae |
| Swainson, 1832 | |
| Espécie: | F. nengeta |

A lavadeira-mascarada (Fluvicola nengeta) também conhecida como lavadeira, noivinha, viuvinha (Zona da Mata Mineira), maria-branca, maria-lencinho, bertolinha ou pombinho-das-almas e senhorinha é uma ave passeriforme sul-americana pertencente a família dos tiranídeos. Em alguns lugares no Nordeste também é conhecida pelo nome de Lavadeira-de-Deus.
Mede cerca de 16 centímetros de comprimento. Sua coloração branca e preta é quase inconfundível. O macho possui as costas levemente mais escuras que a fêmea. A única outra ave que ocupa os mesmos habitats e que possui cores semelhantes é a freirinha, mas esta apresenta a maior parte do corpo negro com a cabeça branca e é também razoavelmente menor.
Alimenta-se de pequenos artrópodes que captura na lama das margens de rios, açudes, brejos e pocilgas, de onde raramente se afasta.
Seu ninho é feito de gravetos que são geralmente amontoados em árvores próximas a água. É comum ver estas aves em casais.
O seu habitat é, preferencialmente, junto a rios ou lagoas. Podendo ser encontrada em parques e jardins em centros urbanos. Vem frequentemente ao chão, mesmo barrento, em busca de alimento. É ave de espaços abertos.
A distribuição desta ave é curiosa, pois existem duas populações muito distantes, uma no leste brasileiro e outra no noroeste da América do Sul. A população brasileira, antigamente restrita a açudes e rios no Sertão e Agreste da região Nordeste, está em expansão. A Mata Atlântica, que aparentemente representava uma barreira natural para esta espécie, foi perdendo espaço para pastagens e culturas que se assemelham mais ao semi-árido do que à floresta umbrófila, possibilitando assim a expansão desta espécie. Outras explicações envolvem o aumento no número de rios represados na região Sudeste e mudanças climáticas. O fato é que esta simpática ave está sendo registrada cada dia mais ao sul. Na década de 90 foram feitos os primeiros registros da espécie no interior de São Paulo e hoje em dia já são registradas aves se reproduzindo em Santa Catarina.