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Macuco

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Classificação Científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Tinamiformes
Família: Tinamidae
 Gray, 1840
Espécie: T. solitarius
Nome Científico
Tinamus solitarius
(Vieillot, 1819)
Nome em Inglês
Solitary Tinamou

Estado de ConservaçãoQuase Ameaçada

Fotos | Sons

Macuco

O macuco é um Tinamiforme da família Tinamidae. Nome de origem tupi-guarani: “Mogoico-erê”. É o maior representante dos tinamídeos na Mata Atlântica. É espécie cinegética.

Características

Atinge até 52 cm e entre 1,5 a 2,0 Kg de peso médio. As fêmeas geralmente são maiores e mais pesadas que os machos. Possui coloração geral acinzentada com matiz verde-oliva, e desenho críptico nas penas traseiras (retrizes).


macuco adulto

macuco jovem

Alimentação

Alimenta-se de sementes, bagas, frutas (ex: merindiba, coquinhos de palmiteiro), insetos e vermes.


macuco se alimentando

Reprodução

Como na maioria dos tinamiformes, o macho do Macuco incuba os ovos (3 a 5) por 19 a 21 dias. Os ovos são de coloração verde-azulada. Cria os filhotes com grande cuidado parental. Seu ninho é rudimentar, normalmente localizado entre as raízes de grandes árvores ou ao lado de troncos caídos. Quando no choco, é possivel aproximar-se muito do ninho, e alguns mateiros conseguem capturar a ave com as mãos, característica que certamente contribuiu e ainda contribui para a sua entrada na lista de aves ameaçadas de extinção.

Sua reprodução em cativeiro é bem sucedida, devendo ser incentivada para o repovoamento das florestas remanescentes, paralelamente ao replantio de mata nativa, em áreas desflorestadas ou degradadas. Garantindo a preservação futura dessa espécie, e de outras tantas da Mata Atlântica.


Ninho de macuco

Ovo de macuco

Hábitos

Habita a Mata Atlântica primitiva, sempre próximo a riachos. Sua vocalização principal consiste eu um único pio meio agudo e bem espaçado, sendo o pio do macho mais curto que o da fêmea. Emitem também um chororocado, e na época da reprodução quando empoleiram, emitem três pios seguidos. As fêmeas são dominantes e territoriais. Tomam banho constantemente e um casal geralmente se localiza no limite de audição do pio de outro casal, ou seja, aproximadamente a cada 200-250 metros.

A principal ameaça que contribui para o risco de extinção dessa espécie é a do desmatamento, pois a ave não se adapta à mata secundária, por essa não apresentar as mesmas características de biótopo da mata primitiva. A caça criminosa e predatória ainda existe, mas dadas às dificuldades em atrair essa arisca espécie no pio, mesmo na época do acasalamento, não seria um fator decisivo de ameaça, embora esta prática certamente não concorra para se evitar a extinção da espécie..

Os tinamídeos do gênero Tinamus (no Brasil: T. solitarius, T. major, T.tao e T. guttatus), empoleiram para dormir, e como quase não têm o dedo de trás, o fazem em galhos grossos (entre 4 e 12 metros do solo) usando os tarsos serrilhados para se equilibrarem. Os dedos ficam extendidos à frente, sem tocar na madeira. É comum haver sobre o poleiro escolhido, uma abertura na folhagem que permite o vôo de fuga da ave.

Os macucos geralmente frequentam trilhas na mata. Tal comportamento talvez esteja ligado à possibilidade de avistarem mais facilmente a aproximação de predadores.

Em áreas bem povoadas por macucos, mateiros para os atrairem, entre outros métodos, “riscavam” o solo com o pé ou facão, expondo a terra úmida numa faixa de 15 a 20 metros por meio metro de largura. A ave sentia o odor da terra exposta e era atraída pela possibilidade de encontrar vermes facilmente.

Essa técnica auxiliar em conjunto com a do pio, também pode ser utilizada por birdwatchers ou fotógrafos, para registrá-lo. Convém estar bem abrigado nas proximidades, em uma choça feita com folhas de palmeiras espetadas no solo, ou mesmo usando “cortina” de tecido camuflado, recoberta por galhos. — Marcos Massarioli 2009/06/08


Habitat de macuco

Distribuição Geográfica

Mata Atlântica nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil. Também ocorre na Mata Atlântica do sul de Goiás.


  Ocorrências registradas no WikiAves

Referências

  • Marigo, Luiz Claudio. A fantástica mata atlântica. n. 12.
  • Massarioli, Marcos, 2003 UNIABC-SP. Tinamiformes do Brasil. Artigo Científico.

Galeria de Fotos

 
macuco.txt · Last modified: 2010/08/22 17:15 (external edit)