
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Order: | Accipitriformes |
| Family: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Espécie: | I. plumbea |

O sovi é uma ave accipitriforme da família Accipitridae. O Gavião-saúveiro ou Sovi, é uma espécie bem comum em nosso país, vive nas bordas de florestas e campos, pode ser visto sobrevoando queimadas para caçar.
Possui aproximadamente 34 cm de comprimento. Pequena e comum, de asas estreitas e compridas. Inteiramente cinza-ardósia, com a face interior das primárias intensamente castanha. Olhos vermelhos, pernas alaranjadas. O indivíduo imaturo apresenta as partes inferiores brancas estriadas, tendo manchado também de branco o vértice.
Alimenta-se principalmente em revoadas de formigas, cupins e outros insetos, os quais captura com os pés e come ainda em pleno vôo. Também captura pequenas presas na copa da floresta e pequenos lagartos e cobras no chão.
* Notas de observação pessoal (Alexandre Faitarone – Jaguariúna-SP - Set.2011).
“Aspectos da atividade de caça de um bando de I. plumbea (pelo menos 8 indivíduos), no bosque em frente de casa, que nesta época do ano fica forrado de cigarras.
O bando mantém-se planando sobre o bosque, alternando mergulhos, ora capturando cigarras em pleno voo, ora caçando-as de galho em galho, ora descansando e observando nas árvores mais altas. Um “balé” impressionante e magnífico.
Quando a presa é capturada em voo, geralmente a ave a devora sem pousar como na foto abaixo, planando em movimentos circulares justos.
As demais aves residentes do bosque visivelmente tornam-se arredias e silenciosas, e espécies que normalmente forrageavam no extrato superior das copas, durante a atividade, permanecem no extrato médio e inferior ou ausentam-se (Bentevis, Neinei, Sabiá-poca, Sabiá-barranco, Sabiá-do-campo, Pica-pau-do-campo, Sanhaçu-cinzento, entre outros).
O bando é territorial de forma que presenciei indivíduos de Milvago chimachima (Carrapateiro) sendo enxotados das árvores do bosque. No entanto, em pelo menos duas ocasiões (temporárias) um par de Rupornis magnirostris (Gavião-carijó) planou com o bando sobre o bosque sem ser intimidado.
Pudemos notar também que os indivíduos escolhem poleiros fixos, os quais de tempos em tempos acabam retornando para um pequeno descanso/observação (geralmente nas árvores mais altas da paisagem).
A atividade começa cedo, logo no alvorecer e se estende até a aproximadamente 15:30, hora em que o bando retira-se e as aves residentes voltam a rotina normal.
Em 2011, a ocorrência deu-se aproximadamente no período compreendido entre 18/Set e 18/Out, com pico no final do mês de Setembro. Coincidente com o auge da ascenção das cigarras. Durante este período, presenciamos (eu e minha esposa) dezenas de capturas, e em todos os avistamentos as presas eram exclusivamente cigarras (provavelmente não exatamente por predileção, mas pela discrepante abundância).
Som do bando em plena atividade: http://www.wikiaves.com.br/456822&p=1&tm=s&t=u&u=195 ”
Reproduz-se no Pantanal, no Sul e Sudeste e na Amazônia. Há exibições aéreas do macho. Ovos uniformemente brancos ou brancos sujo.
Comum em bordas de florestas densas, capoeiras altas e florestas de galeria. Vive solitário, aos pares ou mesmo em bandos, às vezes misturado a outras espécies de gaviões. É muito agressivo e territorial contra outros gaviões que passam próximo ao ninho. Nesse período, emite com freqüência um assobio fino e curto, um som parecendo vir de um passarinho e não de um gavião, foi observado por Willian Menq (2005) no municipio de Peabiru-PR um Ictinia plumbea voando a certa altura quando passa no local um Caracará Caracará plancus então o gavião-sauveiro desce um “picado” voo mergulho com as asas semi-fechadas em direção ao caracará quase o atingindo, espantando-o do local.
Presente em todas as regiões brasileiras e do México à Argentina. É migratório no Pantanal, sul e sudeste do Brasil, com uma população residente na Amazônia, por onde passam os migrantes em seu movimento para o norte, em abril, ou no seu retorno, em agosto.