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tangara_genero [2012/08/03 16:15] pauloguerra [Tangara velia - saíra-diamante] |
tangara_genero [2012/08/08 15:29] (atual) pauloguerra [Tangara cayana - saíra-amarela] |
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| {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara seledon}} | {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara seledon}} | ||
| + | A [[saíra-sete-cores]] mede cerca de 13,5 cm de comprimento e pesa 18g. A fêmea é mais pálida e ao imaturo falta a cor viva do uropígio. | ||
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| + | Pode ser encontrada em todos os estratos da floresta atlântica e nas matas baixas do litoral, onde é muito frequente. Espécie bastante comum no sudeste brasileiro. Ocorre da Bahia e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul. | ||
| =====Tangara fastuosa - pintor-verdadeiro===== | =====Tangara fastuosa - pintor-verdadeiro===== | ||
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| {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara fastuosa}} | {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara fastuosa}} | ||
| + | O [[pintor-verdadeiro]] mede por volta de 13 cm e é um dos poucos traupídeos que apresentam tons de roxo-violeta e alaranjado na plumagem. Há um dimorfismo sutil entre os sexos, que para olhos mais treinados resolvem os problemas para a sexagem em campo. Basta expor as aves sob a luz do sol, quando recém coletadas na natureza para estudos e soltura, e olhando-se atentamente de cima, nota-se claramente a tonalidade azul-clara metálica da cabeça do macho, diferente da fêmea, que possui tonalidade verde-amarelada metálica. Outro detalhe é que quase sempre os machos possuem cabeça um pouco maior que a das fêmeas. | ||
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| + | Vive em ambientes que vão desde matas bem preservadas a outras severamente transformadas, entre elas zonas costeiras de restinga, florestas úmidas e áreas do Rio Grande do Norte conhecidas como tabuleiros. Alguns fragmentos de mata que ainda restam nos grotões de propriedades das usinas de cana-de-açúcar do Nordeste tem sido verdadeiros refúgios para a espécie. Por vezes freqüenta pomares, próximos às pequenas matas nativas onde ainda subsiste precariamente. Diferente de sua congênere do Sul e Sudeste, a [[saíra-sete-cores]] (//Tangara seledon//), o pintor-verdadeiro quase não é visto em bandos mistos, sendo mais comum em pequenos grupos familiares. É agressivo e territorialista. | ||
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| + | É um endemismo notável do Nordeste brasileiro; sendo restrito principalmente no litoral dos estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba, havendo relatos para os Estados de Sergipe e Rio Grande do Norte. Segundo alguns pesquisadores, no intuito de diminuir a ameaça de extinção que paira sobre essa espécie, muitas aves capturadas ao tráfico, foram soltas em áreas não divulgadas, onde quase não existem outros traupídeos; como algumas reservas do Centro-Oeste e mesmo em algumas ilhas do litoral brasileiro. | ||
| =====Tangara cyanocephala - saíra-militar===== | =====Tangara cyanocephala - saíra-militar===== | ||
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| + | A [[saíra-militar]] apresenta a evidente faixa vermelho vivo ao redor do pescoço e coroa azul metálico no alto da cabeça. Nas fêmeas a faixa vermelha é mais apagada, tendendo à tonalidade canela. Corpo em tonalidade verde uniforme, com dorso negro e faixa amarela sobre as penas verdes das asas. As aves das populações do Sul do Brasil, tendem a apresentar tamanho corporal acima da média de 11 cm. Por sua vez, as saíras-militares do Nordeste são menores, abaixo da média padrão. | ||
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| + | Comumente vistas em bandos mistos com T. desmaresti, Dacnis spp., Tachyphonus spp. e Euphonia spp. Quando em alimentação em fruteiras, os bandos podem incluir T. seledon, T. cyanoventris e Thraupis spp. Ocorre no Sudeste e Sul do Brasil, com populações isoladas de raças geográficas no Nordeste brasileiro (PE, AL e CE). | ||
| =====Tangara cyanoventris - saíra-douradinha===== | =====Tangara cyanoventris - saíra-douradinha===== | ||
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| + | Na [[saíra-douradinha]], a beleza está em sua estampa multicolorida. Tanto que tem a cabeça amarela, a fronte e a garganta negras, o peito azul (quase em tom piscina), o dorso estriado de preto e amarelo, e a borda das rêmiges (penas implantadas na ponta da asa) e retrizes (penas da cauda, que orientam o vôo das aves), ambas verdes. Abundante nas regiões montanhosas, ela é conhecida ainda como douradinha ou serra. É um passarinho relativamente pequeno: tem 13,5 centímetros e pesa cerca de 20 gramas. | ||
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| + | Habita em regiões montanhosas, matas estacionais semideciduais e cerradões. Tem distribuição restrita ao sudeste do Brasil nos estados de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. | ||
| =====Tangara desmaresti - saíra-lagarta===== | =====Tangara desmaresti - saíra-lagarta===== | ||
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| + | A [[saíra-lagarta]] mede cerca de 13,5 cm de comprimento. Não apresentam dimorfismo sexual. A vocalização consiste de sons curtos e agudos “zi-zi-zi-zip” entoados por um indivíduo e acompanhados pelos componentes do bando. | ||
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| + | Habita pontos elevados da Serra do Mar, da Mantiqueira, do Caparaó, de Ibitipoca e do Caraça, em grupos de 8 a 10 indivíduos. Vive nas capoeiras e nas matas em regiões montanhosas. Foi observado nessas aves o ato de “formigar-se”, que consiste em agarrar formigas vivas com o bico e introduzí-las entre as penas, evidentemente para gozar o efeito cáustico do ácido fórmico. | ||
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| + | Encontrada nos estados de Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. | ||
| =====Tangara varia - saíra-carijó===== | =====Tangara varia - saíra-carijó===== | ||
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| {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara punctata}} | {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara punctata}} | ||
| + | A [[saíra-negaça]] mede 12,0cm de comprimento. Voz fina, aguda e um canto chilreado rápido. Representante amazônico relativamente pequeno, com plumagem dotada de aparência escamosa contrastante. Não apresentam dimorfismo sexual. Jovens de peito e abdomên estriados de negro. Vive nas copas de árvores. | ||
| =====Tangara guttata - saíra-pintada===== | =====Tangara guttata - saíra-pintada===== | ||
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| {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara xanthogastra}} | {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara xanthogastra}} | ||
| + | A [[saíra-de-barriga-amarela]] possui 12 cm esta espécie tem coloração muito semelhante a saíra-negaça mas pode ser reconhecida por seu manto com bordas azuladas e o meio de seu abdômen amarelo. | ||
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| + | Habita ambientes de várzea e de terra firme, ocupando o alto da copa das árvores. | ||
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| + | A T. xanthogastra xanthogastra é considerada a mais abundante saíra nas encostas dos Tepuis (Ridgely & Tudor, 1989). Habita florestas da Alta Amazônia, a oeste do Rio Negro e do Rio Purus. Sua ocorrência no restante do Brasil é incomum. É registrada também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. | ||
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| + | A T. xanthogastra phelpsi tem sua distribuição restrita as regiões fronteiriças do estado de Roraima com a Venezuela. | ||
| =====Tangara cyanoptera - sanhaçu-de-encontro-azul===== | =====Tangara cyanoptera - sanhaçu-de-encontro-azul===== | ||
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| {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara nigrocincta}} | {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara nigrocincta}} | ||
| + | Na [[saíra-mascarada]], as cores incluem tons preto e de verde e azul, com uma “máscara” negra característica dando a esta ave seu nome descritivo. | ||
| + | É uma ave neotropical encontradas no noroeste da América do Sul, onde normalmente forrageia no dossel da floresta amazônica (Isler e Isler 1999). | ||
| =====Tangara cyanicollis - saíra-de-cabeça-azul===== | =====Tangara cyanicollis - saíra-de-cabeça-azul===== | ||
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| {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara cyanicollis}} | {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara cyanicollis}} | ||
| + | A [[saíra-de-cabeça-azul]] mede cerca de 12 cm de comprimento e pesa 14 g. | ||
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| + | É comum em hábitats abertos, como capoeiras, cerrados, jardins com árvores e áreas cultivadas. Vive aos pares ou em pequenos grupos, raramente participando de bandos mistos. | ||
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| + | Presente em localidades esparsas do sul do Pará (Serra do Cachimbo), Goiás (Chapada dos Veadeiros) e Mato Grosso (Chapada dos Parecis, Rio das Mortes e Xingu). Encontrada também na Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. | ||
| =====Tangara argentea - saíra-de-cabeça-preta===== | =====Tangara argentea - saíra-de-cabeça-preta===== | ||
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| {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara peruviana}} | {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara peruviana}} | ||
| + | A [[saíra-sapucaia]] está presente nos estados de Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (BirdLife International 2000). | ||
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| + | É espécie endêmica da Mata Atlântica, tem uma extensão de ocorrência estimada de 75722 km2, e tem como centróide de sua distribuição 23º58’S, 46º05’W (Cordeiro 2001). No limite norte de sua distribuição (RJ) ocorrem deslocamentos sazonais, sua chegada coincidindo com a frutificação da aroeira, Schinus. Em São Paulo é mais comum nos meses frios e neste período registros ocasionais foram feitos mais para o interior. No ES todos os registros foram feitos no inverno austral (BirdLife International 2000). A altitude média de seus pontos de ocorrência foi estimada em 204 m (Cordeiro 2001). | ||
| =====Tangara preciosa - saíra-preciosa===== | =====Tangara preciosa - saíra-preciosa===== | ||
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| {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara preciosa}} | {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara preciosa}} | ||
| + | Para a [[saíra-preciosa]], o macho é uma das saíras mais coloridas possuindo a cabeça, pescoço, crisso e dorso marrons claro dai vem um de seus nomes comuns saíra-de-cara-suja, uropígio e coberteiras da asa creme, garganta, peito e barriga verde-água, rêmiges e rectrizes azul claro, bico preto e uma faixa preta que vai do olho ao bico e pernas cinzas. As fêmeas são menos coloridas só possuem a cabeça marrom claro e o resto do corpo em tons verdes. Jovens e filhotes são pardos com asas e cauda esverdeados. Tanto machos como fêmeas medem 15 cm. | ||
| + | Vive no interior da mata e suas bordas , sendo comum em matas de araucária e mata atlântica. vive no dossel da floresta em associação com outras espécies de aves. | ||
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| + | Ocorre nos estados: Rio Grande do sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo. Também ocorre na Argentina e no Paraguai. | ||
| =====Tangara cayana - saíra-amarela===== | =====Tangara cayana - saíra-amarela===== | ||
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| {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara cayana}} | {{WIKIAVES:SOMTAXON:Tangara cayana}} | ||
| + | Na [[saíra-amarela]], o macho possui uma plumagem de coloração amarelo-dourada e uma notável máscara negra, que se estende pela garganta e passa pelo meio de toda a barriga, a qual é diferente nas diversas subespécies, que são divididas em dois grupos: cayana e flava. O grupo cayana é encontrado na região norte da Amazônia e os machos não possuem a máscara negra, mas apenas uma macha escura ao redor dos olhos. O grupo flava é encontrado na maior parte do Brasil, da região Nordeste até a Sudeste e Centro-Oeste, e os machos possuem a extensa máscara negra. A fêmea é mais pálida e não possui a máscara de cor negra. Em ambos os sexos as asas apresentam uma coloração verde brilhante. Pesa cerca de 20 gramas e mede 15 centímetros. | ||
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| + | Habita matas abertas e ciliares, áreas cultivadas, parques e jardins. Vive aos pares ou em pequenos grupos. | ||
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| + | A espécie é dividida em dois grupos: | ||
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| + | * o grupo cayana ocorre na região norte da Amazônia, nos seguintes paises: Brasil, Suriname, Guiana Francesa, Guiana, Venezuela e Colômbia. | ||
| + | * o grupo flava ocorre na maior parte do Brasil. É encontrado nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Também ocorre no Paraguai e no norte da Argentina. | ||
| =====Referências===== | =====Referências===== | ||