
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Galliformes |
| Família: | Odontophoridae |
| Gould, 1844 | |
| Espécie: | O. capueira |

O uru é uma ave Galliforme da família Odontophoridae. É conhecido também como uru-capoeira.
Mede 24 cm de comprimento. Essa espécie, com maior topete nos machos, um pouco menor que os urus amazônicos, vive no Brasil oriental. Nos espigões, vários bandos respondem uns aos outros em sequências plangentes de “uru…uru…uru…”. Aparentemente pernoitam nos espigões das serras, descendo pela manhã aos grotões profundos para se alimentarem durante o dia, como o jacupemba (Penelope superciliaris). Ave cinegética importante em certos locais, encanta com sua cantoria estranha e lamuriosa.
Come frutos como o caruru, de palmiteiros, Phytolacca decandra ou os pinhões de Araucaria angustifolia, além de sementes e provavelmente, insetos e artrópodes.
O ninho consiste num amontoado de folhas secas na serrapilheira ou podem ser aproveitadas as tocas escavadas por tatus, onde a ave choca 5 ovos ou mais.Os filhotes nidífugos escondem-se em buracos e cavidades no solo.
Habita em clareiras, matas de araucária e matas subtropicais, na Mata Atlântica de encosta em matas secundárias altas, matas de tabuleiro no Nordeste e em matas secas. Vive no Brasil oriental. Sendo localmente comum, vive aos casais ou em bandos de 15 ou mais indivíduos, que são territoriais e agressivos com os bandos vizinhos. Quando assustados, fogem correndo pelo solo sem voar. Vocaliza aos casais, em duetos ou em coro, de seus poleiros noturnos, em noites enluaradas e no crepúsculo.
Está presente em toda área leste do Brasil, do Nordeste ao Sul, além das áreas fronteiriças de Paraguai e Argentina.